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Luminárias coloniais dão novo brilho ao centro histórico 26/05/ 2004 Ao completar 291 anos, São João busca se reconciliar com o passado – que é ao mesmo tempo seu futuro – dotando núcleo original de postes adequados e lampiões
Depois de pretender a modernidade com postes de concreto e luminárias metálicas no centro histórico, em 1986, São João del-Rei busca se reconciliar com o passado – que é ao mesmo tempo seu futuro – instalando, a partir de agosto, luminárias coloniais e postes de aço. Valorizar a arquitetura do casario e preservar a paisagem arquitetônica é o presente da estatal Cemig no 291º aniversário são-joanense, dia 8 de dezembro, quando a nova iluminação do núcleo antigo da cidade será inaugurada.
O projeto – anunciado pelo presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, quarta-feira, 26, na agência são-joanense da empresa – prevê a substituição de 144 postes de concreto e suas luminárias por 263 lampiões coloniais, instalados em 73 postes de aço e 190 suportes para lampiões, afixados nas fachadas das construções históricas. Dentre os locais a ganharem a nova iluminação decorativa estão os largos do Tamandaré, São Francisco, das Mercês e da Cruz e as ruas da Prata, Marechal Deodoro e Getúlio Vargas.
Nas avenidas Presidente Tancredo Neves, Hermílio Alves (onde fica o Teatro Municipal) e Eduardo Magalhães (Câmara Municipal), os postes de concreto serão mantidos. Na rua Santo Elias, tradicional pelo casario de arquitetura eclética, não há cabeamento subterrâneo, o que exclui, num primeiro momento, sua inclusão no projeto.
Segundo o gerente da agência da Cemig, Cláudio Eduardo de Souza, a colocação de novas luminárias não diminuirá a eficiência da iluminação do centro histórico. “Trocaremos os aparelhos atuais por outros de menor potência, mas que serão instalados em maior quantidade”. Mesmo assim, a troca gerará uma economia de 17 mil quilowatts mensais. A obra dispõe de R$ 328 mil para investimento, e será realizada por empreiteira – sediada ou não em São João del-Rei – vencedora do processo de licitação, que ocorre em junho e julho. Os moradores do núcleo histórico deverão sofrer transtornos no decorrer das obras. “A Cemig terá que quebrar fachadas e passeios, mas é claro que tudo será reformado depois. O período requererá paciência da população. Não há como fazer omelete sem quebrar ovos”, afirma Cláudio.
Teatro Municipal: iluminação feérica, mas programação não
O Teatro Municipal ganhará alimentação em rede subterrânea e sua capacidade de atendimento triplicará dos atuais 75 para 225 quilovolt-ampère (kVA), o que permitirá a realização de espetáculos sem a necessidade de complemento (através de chave provisória) pela Cemig. As obras do teatro têm custo estimado em R$ 27 mil. A solicitação partiu do coordenador do projeto de recuperação e modernização do teatro, Adenor Simões, em meados do ano passado.
Foto: entrevista coletiva com dirigentes da Cemig.
por: Pedro Belchior |